sábado, 29 de janeiro de 2011

Em Portugal

Tenho andado a deambular pelos textos do Miguel Esteves Cardoso,e para além de concluir mais uma vez que a escrita dele é fantástica,estou a gostar bastante das coisas que estou a descobrir e a ler.
Hoje encontrei este texto chamado "O amor português é um fenómeno turbulento", e caramba até nestas coisas a malta é complicada.


"Do carinho e do mimo, toda a gente sabe tudo o que há a saber — e mais um bocado. Do amor, ninguém sabe nada. Ou pensa-se que se sabe, o que é um bocado menos do que nada. O mais que se pode fazer é procurar saber quem se ama, sem querer saber que coisa é o amor que se tem, ou de que sítio vem o amor que se faz. 

Do amor é bom falar, pelo menos naqueles intervalos em que não é tão bom amar. Todos os países hão-de ter a sua própria cultura amorosa. A portuguesa é excepcional. Nas culturas mais parecidas com a nossa, é muito maior a diferença que se faz entre o amor e a paixão. Faz-se de conta que o amor é uma coisa — mais tranquila e pura e duradoura — e a paixão é outra — mais doída e complicada e efémera. Em Portugal, porém, não gostamos de dizer que nos «enamoramos», e o «enamoramento» e outras palavras que contenham a palavra «amor» são-nos sempre um pouco estranhas. Quando nós nos perdemos de amores por alguém, dizemos (e nitidamente sentimos) que nos apaixonamos. Aqui, sabe-se lá por que atavismos atlânticos, o amor mete sempre a paixão ao barulho. «Apaixonar-se» é ficar amorosamente rendido a outra pessoa, e tanto o verbo como a carne encontram a sua raiz não tanto no amor como na paixão. O que talvez distinga os portugueses é não distinguirem o amor da paixão. Em Portugal, ama-se sempre apaixonadamente e a maior das paixões, a mais violenta e conturbada, tem sempre o seu bom bocado de delambida meiguice. Os extremos, entre nós, só existem quando se tocam. 

O amor português não é um fenómeno ternurento. É grave, como um crime. Os crimes passionais em que somos pródigos são pouco mais do que episódios de amor. Leopardi escreveu uma vez que há duas coisas belas no mundo: o Amor e a Morte. Para os portugueses, essas coisas não são assim tão duas. São só uma. Morrer de amor é mais frequente que amar até à morte. Alguns grandes poetas castelhanos, como Lope de Vega, pasmaram-se com esta confusão em que escolhemos andar. A felicidade jamais é chamada para o assunto. O amor, sempre misturado com a paixão, nunca se vê como um caminho para nada — quanto mais para a felicidade. Na melhor das hipóteses, consiste em ir adiando engraçadamente a desgraça. Todos esperam uma tragédia e ninguém se surpreende muito quando ela acontece. 

O amor português está para a felicidade como uma montanha russa para o contentamento: não está. Com o coração na boca é difícil dizer-se seja o que for. Apetece trincá-lo ,e, quando não apetece, é a outra pessoa que enfia o dente. Bem-vinda, como sempre. O amor é a nossa dilecta doença contagiosa. Ciúmes doentios, cenas doentias, alegrias e desilusões, expectativas e saudades... é sempre tudo deliciosamente doentio. A única coisa que não se pode dizer do amor em Portugal é que ele seja só saúde. Não é. 
Entre nós, a paixão não é capaz de surgir separada. As enfatuações, as paixonetas e os amoques são problemas que só raramente conseguimos ter. Em cada «fraquinho» que se tenha por alguém, há sempre a força latente de uma paixão e o desejo bem dormido de um grande amor. A atracção exclusivamente física é considerada à parte. Os «fraquinhos» são as predisposições de quem está absolutamente disposto a amar. 

A atracção exclusivamente física é normalmente considerada «à parte». Por que é que os homens portugueses dizem das mulheres que acham sexualmente atraentes que são «boas»? Que quererá dizer esta estranha conotação com a bondade? Os restantes povos latinos dizem coisas bastante mais rudes. Os portugueses acham que as mulheres atraentes são «boas» porque, ao contrário daquelas que amam, são insusceptíveis de lhes causar grande maldade. As mulheres por quem nos apaixonamos é que são más. Dão-nos cabo da vida, nós damos cabo da vida delas e, se não fosse uma alegria essa guerra, seria uma paz-de-alma, que é como quem diz, uma miséria. 

A razão por que os portugueses querem dizer «amor» e não lhes chega a boca é, porque nada lhes chega jamais. No amor é tecnicamente impossível exagerar. O que é de mais também não farta. É tudoimportantíssimo. Qualquer caso é de vida ou de morte. A mínima comédia é um drama. A faca na liga acaba sempre no alguidar. Se ela se serve primeiro do açúcar, se ele chega com um atraso de dois minutos, é porque, de certeza absoluta, já arranjou outro amante. Se a polícia estiver a tentar arrombar-lhe a porta e ele disser «Agora tenho mesmo de desligar o telefone, meu amorzinho», é porque ele está a tentar «despachá-la». Se ele é preso, é apenas uma maneira que arranjou para fugir dela. Se ela espirra, ele imagina logo que ela passou a madrugada num jardim ventoso, nos braços suados de um turco qualquer. Se ela se veste mal, é porque já não quer saber dele. Se se veste bem, é porque quer impressionar outro. Não há gesto, por muito inóxio, que não seja uma facada. O sangue começa logo a jorrar e, mais uma vez, pela sexta vez desde as três da tarde, assiste-se a mais uma chacina. Adoram. 

O verbo português que significa «amar e ser amado» é geralmente desconhecido, precisamente porque não cabe na cabeça ou no coração de português nenhum que a sua enorme paixão possa ser correspondida. Nós amamos e os outros fingem que nos amam, só para nos enganar. Em Portugal, o amor não coexiste jamais com a confiança. Quem ama, desconfia, e quem confia é porque não ama. É por isso que o verbo não se usa, apesar de ser bonito («redamar»). 

Da mesma maneira, os portugueses que não estão apaixonados passam o tempo a arejar os tornozelos nas salas de espera do costume (bares, discotecas, anúncios classificados), ansiosos por encontrarem um grande amor, e os que já estão apaixonados amaldiçoam o dia em que o encontraram. Cada um acha o descontentamento de uma maneira diferente. A patognomónica portuguesa — a nossa ciência das paixões — é mais «magda-patológica» do que científica. Em português, «feiticeira» também significa «sedutora» e, quando um amor corre mal, vai-se mais à bruxa do que à vida. Andamos todos às aranhas, e aos rabos das serpentes, e às asas de morcego porque encaramos o amor como um encanto, no bom sentido e no pior. 

Que repercussões poderá ter a amatividade portuguesa? Em primeiro lugar, vê-se nas caras das pessoas aquele ar sofredor mal dormido que mais não é que o resultado físico da ausência ou da presença do amor, das noites passadas em claro, quer pela primeira razão quer pela segunda. Quando se vêem namorados, há-de se reparar que um deles está sempre sisudo e perturbado e o outro está sempre a rir-se (porque o primeiro está a acusar o segundo de qualquer grande gravidade, e este disfarça como pode). Ou então estão os dois sisudos e perturbados. Se, por algum estranho acaso, estiverem ambos a rir-se, não é por serem felizes, é porque estão os dois a reagir simultaneamente às acusações de traição um do outro. 

Em segundo lugar, os homens e mulheres de Portugal andam sempre afragatados, vestidos de um modo esquisito, calculado para induzir no incauto a súbita apetência de paixão. São as unhas compridas dos homens, as unhas pintadas dos pés das mulheres, as camisas com gola comprida Boeing 707, as botifarras de salto alto de camurça amarelo-torrado. Os estrangeiros não compreendem e nós também não. 

Se os portugueses conseguissem amar sem paixão, ou sofrer grandes paixões sem amar, seriam todos mais felizes, mas menos interessantes. Confundir o amor com a paixão é a nossa arte particular — o artesanato típico dos nossos trabalhados corações. Somos infelizes, é certo, mas não os trocaríamos por nada. (Quem é que os comprava, também?)" 

Miguel Esteves Cardoso, in 'A Causa das Coisas'




sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

música "au naturel"



Soa bem, não?
Naturally 7, tudo só com voz (e mãos) e um pedal para fazer loops. Já os vi ao vivo e são geniais, vieram acompanhar um cantor que possivelmente o público feminino conhece, o Bublé.
Concerto com Bublé e este 7, é do melhor. O atlântico "veio abaixo", mas com calma....

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

de folga.. Relax mode ON

Bem chega um dia de folga e nada melhor que alinhar o beat para entrar na onda.
cheira a bom tempo e a calor humano...


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

o Segredo.

Já que falei nos Templário, vou desvendar um segredo da ordem de Cristo. Conhecem o Gualdim Pais, "el matador" de mouros, e fundador de vários castelos (Tomar, Almouro, Idanha,Ceras, Monsanto e Pombal), Grão Mestre da ordem?
Valoroso cavaleiro e monge, tinha um segredo para tanta pujança:

A InÊs sabe o segredo, e Vocês, "chegam" lá?


que raio de ideia da SIC, hoje dia 24 dá uma reportagem que a barragem de Castelo de Bode faz 60 anos, mas dizem que foi inaugurada a 21 de janeiro. Mais ainda, mostra um condomínio fechado (vale manso) e diz que é empreendimento turístico, quando aquilo tem 2 ou 3 quartos e está fechado, apenas sobram as 30 ou 40 vivendas particulares.
A barragem é linda, o pôr-do-sol é fantástico, e ao fim de dia no verão a àgua é quentinha, podemos fazer canoagem até Constância, "renasceu" Dornes. O que é que eles mostraram? Uns velhotes que estavam a dedicar-se à agricultura e que se queixam da falta de emprego.
Alguém explica que raio de reportagem é esta?



Conhecem a barragem? Já disfrutaram da paisagem, da calma das àguas, e das praias no curso do rio?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Votar ou vetar....

Estava eu na minha salinha de leitura (sala das porcelanas, escritório intimista, como queiram) e tal como este rapaz eu também gosto de pensar.
Votar é como obrar, fazemos uma forcinha que o resultado seja o mais estável possível, mas há sempre hipotéses de termos:


  • Obstrucção - "interrupção parcial ou total da passagem do bolo alimentar pela luz do intestino" (de acordo com o abcdasaude.com.br , e que tem como causas possíveis, tumores e vermes que habitam o tracto intestinal.
  • Diarreia - "consiste no aumento do número de evacuações (fezes não necessariamente líquidas) e/ou a presença de fezes amolecidas ou até líquidas nas evacuações" (wikipédia) e que têm como causa  vírus, bactérias ou parasitas.
  • Cólica - em que é mais a dor e desconforto do que "obra feita".
Pondo isto destes modos, é difícil não pensar nas eleições e no nosso futuro. 
Vírus, bactérias e vermes é o que não faltam a concorrer, nem mesmo o "Nando Nobre" consegue resistir à patologia típica de um político, que se caracteriza pela incoerência, falta de memória, delírios, bipolaridade, etc....
E não é menos verdade que um candidato e um presidente tem fases de obstrucção, em que não faz nada e nem se ouve falar dele, tem também fases em que as diarreias, verbais essencialmente, são uma constante.
  • Cavaco Silva - Vive a fase da diarreia, em que está com uma "soltura" assinalável, "deitando tudo cá para fora" e tal como os restantes vermes, e suas patologias diz coisas sem nexo, e até delira, discursando como se fosse assumir papel de primeiro-ministro, prometendo governar este pais após uma primeira "incursão" na arte de ser um "bibelot" político.
  • Manuel Alegre - É uma cólica constante, apenas soltando "flatos" e fazendo notar a sua presença com barulho e o aroma típico de uma bactéria que evoluiu, deixando o meio literário e passando a coabitar na esfera política. É chato, nada faz e irrita quem está por perto.
  • Fernando Nobre - Obstrução, não tanto pelo facto de ser um se que até há bem pouco era alguém por quem nutria respeito e hoje já "sabe nadar" no meio dos políticos, mas porque merece o que o o Chato (do Nuno Lopes) anuncia a todos os que vê:  "VAI MAZÉ TRABALHAR!". Volta para a AMI e estás perdoado
  • Francisco Lopes e José Coelho - Acho que são doenças mal diagnosticadas. Não merecem sequer qualquer análise. Apenas uma menção honrosa para o slogan "Basta de Pastéis, Coelho a Belém!".




Acho que estando a trabalhar, e porque regra geral dado não acreditar no sistema democrático, vou abster-me desta "cagada". Porque votar basicamente é, entre escolher para levar uma vergastada de direita, centro ou esquerda.
Para levar porrada, escolham outro!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

No facebook eu sou fã da causa Contra a Violência no Namoro, e recebo boletins bastante interessantes.
E hoje recebi um que é um artigo do site Femininos Negócios,que não resisto a colocar aqui na integra:

"Os tribunais portugueses puniram já 29 agressores envolvidos em casos de violência doméstica com a utilização de pulseira electrónica, revelou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira. 

Estão actualmente em aplicação 18 pulseiras, pois no caso dos outros onze agressores o período considerado necessário pelo tribunal já terminou, explicou o governante.

Questionado sobre uma maior utilização deste tipo de instrumento de punição, Pedro Silva Pereira salientou que o que o Governo faz e pode fazer é “uma acção informativa junto dos magistrados e uma acção formativa quanto às potencialidades e resultados desta medida em situações anteriores”. 

Cinquenta pulseiras electrónicas estão disponíveis, desde Dezembro de 2009, para serem aplicadas pelos tribunais para impedir que o agressor se aproxime da vítima."

Ora bem....estão disponíveis desde 2009 50 pulseiras electrónicas para estes casos???Será feita uma triagem tendo como base a força da violência (murro,estalo,pontapé).
E se isto está previsto na lei como é que se fala em acção informativas (uma circular em cada gabinete de cada Juiz??)
E formação??Desde quando é que preciso formação para se espetar com a pulseira electrónica no tornozelo de um FDP??Voltamos à triagem outra vez???



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vida de padeiro

Enquanto a maioria está agora na fase de acordar e "power on" antes de mais um dia, tal como a senhora aqui de baixo

Sunday Morning from Michael McCabe on Vimeo.

Eu já estou de saída do meu "graveyard shift" e às 08:00 saio do trabalhinho para ir para casa repor energias, a "Fuderika Stal" já se prontificou a cantar uma música de embalar:

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Solidariedade pela Patanisca




A cloud hangs over this city by the sea.
I watch the ships pass and wonder if she might be (might be) 
Out there and sober as well from loneliness.
Please do persist girl, it's time we met and made a mess .

I picture your face at the back of my eyes, 
A fire in the attic, a proof of the prize!
Anna Molly, Anna Molly, Anna Molly.

A cloud hangs over and mutes my happiness, 
A thousand ships couldn't sail me back from distress. (distress)
Wish you were here and I'm a wounded satellite.
I need you now. Put me back together, make me right.

I picture your face at the back of my eyes,
A fire in the attic, a proof of the prize!
Anna Molly, Anna Molly, Anna Molly.

I'm calling your name up into the air.
Not one of the others could ever compare. 
Anna Molly, Anna Molly!

Wait... there is a light... there is a fire...
Illuminated attic.
Fate. Or something better? I couldn't care less, 
Just stay with me a while.
Wait... there is a light... there is a fire,
Defragmenting the attic, 
Fate? Or something better? I couldn't care less, 
Just stay with me a while.

I picture your face at the back of my eyes,
A fire in the attic, a proof of the prize!
Anna Molly, Anna Molly, Anna Molly.

I'm calling your name up into the air.
Not one of the others could ever compare.
Anna Molly, Anna Molly!

Wait... there is a light... there is a fire 
Defragmenting the attic, (Anna Molly!)
Fate? Or something better? 
I could care less, 
Just stay with me a while (Anna Molly!)



E pronto, acho que o Brandon diz tudo!

o Henrique Martinho melhorou

Admito que nunca fui fã deste senhor. Mas olha que esta música está bem catita, agora que soltou os "skelletons in the closet" parece que faz melhor música.
É uma música "básica", mas entra no ouvido e ouve-se muito bem.
Parabéns Henrique Martinho.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Novo acordo ortográfico

Estava a deambular no facebook,quando dei com este texto de Manuel Halpern que está na rubrica o Homem do Leme no Jornal de Letras Artes e Ideias.
Aqui está uma boa forma de entendermos o acordo ortográfico ou pelo menos tentarmos.


"Um cê a mais

 Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. São muitos anos de convívio.

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo?  Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar."

domingo, 9 de janeiro de 2011

Geoaching

Já me iniciei nas lides deste desporto/passatempo/passeio há uns 3 anos, mas por falta de tempo (a melhor desculpa para TUDO) parei de o fazer.
Agora, o que é o geocaching não é? Simplificando é parecido com o peddy-paper mas com algumas diferenças, ma que todos podemos fazer, e melhor ainda, não tem custos, e quase todos teremos uma "cache" perto de casa e não sabíamos.
Descrição básica de como "praticar":

  1. Escolher uma cache (nome do que vamos encontrar) no portal do geocaching,
  2. Inserir coordenadas no GPS e imprimir a "ficha de cache",
  3. Chegar ao local e seguir pistas, trilhos, etc. até acharmos o pequeno tesouro.
Agora o interessante que estas caches, podem estar em qualquer lado e "ninguém" sabe delas. Existem caches em museus, ruas, pinhais, rotundas, e passamos por montes delas todos os dias e não as vemos. Consultem o site vejam se têm alguma perto de casa.

Inês, perto de tua casa existem 2. A que vi mais interessante passa pela linha do comboio (LINK)
onde podemos descobrir coisas fantásticas como um jardim tropical.

Perto de minha casa, na igreja onde o Zé Luís Borba gravou o PÕE A MÃO.... também existe uma, entre várias que existem na minha terra. Nesta podemos ver a cache:

Para além destas caches temos caches onde podemos descobrir cascatas, praias fluviais, ruínas, aldeias desabitadas, grutas, e muitos outros locais que não iríamos procurar de outro modo.

Outra coisa engraçada é que devemos assinar o livrinho que está lá dentro e trocar um objecto que tenhamos connosco por um da cache. Existem ainda os "trackables" que são objectos que são seguidos à medida que andam de "cache em cache", como o Buttonman que tem um aspecto engraçado e já viajou mais que eu em 27 anos!



Conheciam este "hobbie", para mais informações vejam o site oficial http://www.geocaching.com e entrem neste mundo engraçado, em 2011 vou fazer alguns e vou deixar aqui fotos dos meus achados

Politicas

Sempre exerci o meu direito ao voto,a única excepção foram as últimas eleições legislativas em que estava no Alentejo.Ainda bem que não votei nessas eleições,mas mesmo que tivesse votado não teria ajudado a manter este governo. Mas adiante....
Como o comum mortal vejo as notícias,e para além da morte do Carlos Castro (que me arrepia), a campanha eleitoral anda aí em força.E eu estou sempre minimamente atenta,e já reparei numa coisa que os candidatos à presidência (excepto o Cavaco Silva) têm em comum: para mim todos culpam o actual presidente pela situação em que o país está,por "não ter mão" no governo.Até o próprio Manuel Alegre (por acaso o candidato oficial do governo) faz essas críticas.
O que eu gostava mesmo de saber é se estes candidatos se forem eleitos vão dissolver o parlamento para saltarmos do precipício,se vão vetar um orçamento que já está aprovado,se vão querer exercer eles mesmos uma pequena ditadura.
E outra coisa que me tira do sério é ver uma campanha que não é mais do que "um diz que disse", uma lavagem de roupa suja,uma desacreditação feia.Ora vamos lá ver e corrigam-me se eu estiver enganada:se o Cavaco nos manda ler a declaração patrimonial dele é porque está com a consciência limpa.
O que me deixa de boca aberta é ver o principal opositor falar mal do próprio governo que por acaso é quem o apoia...
É nestas alturas em que acredito que vivemos numa República da Bananas.
E é nestas alturas que penso de que me serve votar,em quem vou exercer o meu direito e dever, e se o vou mesmo exercer.




sábado, 8 de janeiro de 2011

Nozes

Estes somos nozes!!!


Verdade seja dita,a primeira foto já tem uns anitos,estávamos nós no 2º ano de curso, foi em 2002,no jantar da cachupa em casa dos tios de um colega nosso.
A foto debaixo foi na fase em que eu tinha o cabelo vermelho semáforo e olhando para o telemóvel que está na mesa e que esteve todo desmontada a apanhar chuva durante meia hora no quintal da vizinha do 1º andar,isto data de 2004.Nesta foto devíamos estar a observar algo,sim porque aqui o moço também era uma pessoa sempre muito atenta!!!

E pronto aqui estamos nozes....E sim o Ricardo não é amarelo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fim do Mundo a 12 de Julho 2010 (update)

Retirado daqui
Relembrei-me que de 2 a 11 de Julho vai decorrer uma lindíssima festa, "portantos", quem andou a discutir o fim do Mundo num blog da concorrência perdeu toda e qualquer razão para dar prognósticos antes de 11 e Julho.
Só porque sou Snob, vou continuar como se TODO O PLANETA sabe que festa é esta, o que considerando alguns "ETs" que por lá aparecem vindo de paragens como o Principado do Entroncamento, ou a Galáxia Famalicão da Nazaré, denotam que a festa é um certame intergaláctico.
Memórias da "penúltima" edição (2003):
* Tasquinhas (verdadeiros oásis para o viajante desprevenido),
* Segredo quase "guerra fria" da decoração de cada rua até à inauguração;
* Noites muito longas, ou seriam dias curtos....
* e o encontro com alguns professores nas tascas na véspera de exames .... o Professor Célio ainda pagou um "abaladiço", mas as tropas não desarmavam do teatro de guerra.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E viva o desiquilibrio

Minha gente....quem é que tem as famosas pulseiras do equilíbrio???
Aquelas coisa lindas e maravilhosas, ás cores que nos equilibram??Que supostamente nos alinham e nos fazem andar direitinhos e com os chakras alinhados.
O site http://pulseiraequilibrio.com/ afirma que as Power Balance são algo de espantoso,alinha o corpo a mente, o nosso fluxo,tira o stress e afins!!!Isto é um espectáculo!!
Mas eu gosto muito muito muito do meu desequilíbrio,preciso dele para viver e sobreviver.e por gostar de ser assim nunca quis cá nada dessas coisas...

Ora o que se passa é o meu coisa muito interessante.
A minha pessoa leu no Expresso online, que estas riquezas são uma fraude.....ohhhhhhh lá se foi o equilíbrio da malta que usava a dita cuja.
Cá entre nós...alguém acreditava que um pedaço de borracha e um holograma faziam milagres??
Oh minha gente....toca a mandar a Power Balance para o lixo!!!É bom sermos desequilibrados e estonteados!!!É saudável!!!



Oferta aos leitores

Gosto de pensar que tenho um gosto eclético (no verdadeiro sentido) de música, e aqui venho ofertar-vos um cd com escolhas minhas. Como julgo que a maioria serão música menos conhecidas, o título é simples ;)
Quanto ao alinhamento, escolhi o maracujá, ou como se diz em estrangeiro PASSION Fruit:




01 Gabin feat. Dee Dee Bridgewater - Into my soul
02 Michael Johns -  Heart On My Sleeve
03 Nouvelle Vague - 02. Ever Fallen In Love
04 Olivia Ong - L-O-V-E
05 Omar - There's Nothing Like This
06 Pink Martini - Amado mio
07 Rachael Yamagata -be your love
08 tok tok tok - the daydream
09 Tragedie - sexy pour moi
10 Wanda Soul Orchestra - Love to love you baby




Sirvam-se de uma cópia do álbum, e digam de vossa justiça.
LINK PARA ÁLBUM

E já que estou numa de vendas, adiram ao DROPBOX (LINK) que serve para por estas coisas online e muito mais, num próximo post falo dele. Ferramenta útil para quem tem vários pc´s ou precisa de sincronizar uma pasta online. Quem aderir via a meu Link ganha mais espaço grátis.

MUSIQUETAS

Sempre gostei de revisitar música, ou de ouvir interpretações diferentes. Estas duas não ganham uma nova alma?



Entregues aos Bichos (pronúncia açoriana será "buxes"?)

Tenho cá para comigo, após longas meditações e culminando com os meus comentário à Inês sobre a personalidade de cada um de nós (http://inesesp.blogspot.com/2011/01/egos.html), que o principal problema da sociedade em que vivemos, continuarmos a ser muito "rurais", o que é patente por todos querermos ter APPLES e BLACKBERRYS e perdermos horas de vida no FARMVILLE. (vejam este video, é sublime nesse aspecto LINK, só é pena ser em inglês).
Mais a sério tenho aqui dois lados da moeda que queria que opinassem. São eles as personalidades que são opostas ao mesmo tempo que não o são (é estranho não é?).
O Condescendente Bacoco

Subserviente Parolo
Acho que estas 2 imagens demonstram, sem dúvida nenhuma, o que mais nos rodeia. Agora o díficil é o quem é quem: 
Serão os patrões / professores / políticos / etc os condescendentes bacocos porque apesar de andarem na mó de cima e quererem "produtividade" são uns BURROS sem visão, competência e perfil e que nem capazes são de perceber que não valem a palha que comem. 
Ou serão os empregados / alunos / eleitores / etc os subservientes parolos porque continuam a "seguir" os passos dos mesmos, onde o expoente máximo é o mundo da política que todos dizem que não passam de "verdadeiros anormais", mas continuamos a mantê-los no "ídolos da política" sendo que os mesmo apenas vão jogando o jogo da cadeira, onde hoje (1990´s) o Cavaco era um fascizóide vestido de Primeiro Ministro, e hoje é um "ilustre" Presidente.
Acho, até, que não são raras as vezes que é o "mexilhão" o condescendente porque se está a marimbar para tudo isso e "não tem memória"; e o "peixe graúdo" o subserviente porque sabe que também não vale muda muito, mesmo que o queira, porque isto está é para os espertos.

O que verdadeiramente faz "andar a coisa" é mesmo isto:



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coisas da internet

No outro dia dei conta que tinha o meu mail no FB acessível aos meus amigos.Até ai tudo bem até porque só adiciono pessoas que conheço realmente.E entre essas pessoas tenho como amigos miudinhos aqui da terra.Isso de os miúdos terem FB é com os seus país que lhes permitem navegar numa rede social por onde anda todo o tipo de gente.
Como é lógico no FB, uma pessoa acaba sempre por ver quais são os amigos de pessoa X e inevitavelmente as fotos.Toda a gente o faz,todos somos cuscos.
O que me assustou no perfil da miúda foi tudo!!!!As aplicações que usa,a forma como "fala",como adiciona pessoas,como "fala" com elas através do mural e dos comentários às fotos.
Assustou-me muito as fotos da miúda e dos outros miúdos (têm todos o perfil completamente disponível na ânsia de terem muitos amigos),é o facto de serem fotos na praia com as amiguinhas,em casa a fazer pose para a máquina e com as amiguinhas.Eu quando olhei para as fotos fiquei a pensar não só no facto do furor que aquilo pode fazer junto de muitos pervertidos,mas também até que ponto os país têm a certeza que controlam aquilo....E eu acredito que controlam,mas não entendo até que ponto consideram permissivo o raio das fotos estarem ali à mão de semear...
E não entendo como é que miúdas tão pequenas que devem brincar na rua,verem desenhos animados e brincarem com bonecas,já estão nos meandros das novas tecnologias...E isto faz-me ter medo do género de adultos que estas crianças vão ser.

6 da manha, no Trabalho....


Relax with Portishead-Glory Box from Kolya Grigoriadi on Vimeo.

Já que estou no trabalho, ao menos que deixe aqui uns sons para amenizar o castigo de estar a trabalhar.

PLAY...
(entrar num mundo paralelo, a conduzir numa cidade qualquer com muitas luzes e estradas, e apenas o som desta música...)

hummmmmm

Apresentações.

Em vez de fazer como as "pessoa normais" / Standartizadas vou começar por apresentar a minha parceira de blog, que eu espero que depois contraponha com a versão dela dos factos.
Nascida Inês Espadaneira, foi fazendo a sua vidinha até que em setembro de 2001 verdadeiramente nasceu. Sensivelmente a meio caminho entre S. Martinho do Porto e a Nazaré, de uma  "piquena" terra lá veio como se de uma exilada política se tratasse, com um Visto de Estudante (com a saída das colocações do ensino superior), para o Mui Nobre curso de Gestão Turística e Cultural.
Foi este, certamente, um ponto de viragem na vida de Maria Patanisca, a nazarena emancipada! Desde cedo demonstrou ter em si os valores necessários a singrar na vida de estudante de ensino superior, onde a maior paixão é a sede conhecimento. Assim que se matriculou e iniciou o percurso iniciático na Dura Praxis o único caminho possível era um caminho paralelo ao de Dante Alighieri.
Separado da sua terra natal, abandonado pela família viria a tornar-se num grande pensador de todos os tempos. 
A divina comédia começa quando, juntamente com outros caloiros, criam laços e cedo se percebe que Maria Patanisca, tinha entrado no Inferno, tendo que calcorrear os nove círculos do inferno. Apesar de penoso, viria inclusivé a criar amizade com um grupo de improváveis personagens (no qual me incluo, e espero que a visada me dirija elogiosas palavras) que viriam a formar a Pandilha responsável pelo fomento do sucesso escolar naquela instituição graças à partilha do conhecimento durante as provas, e às tertúlias de estudo em casa da Maria Patanisca, em que nos presenteava com Frango com Cerveja (não me lembro de outro prato que ela tvesse jeito para cozinhar, este corria sempre bem) e com Biscoito de canela do Modelo para acompanhar o estudo.
Após estes tempo, lá teve a Maria de entrar na segunda parte, o Purgatório, que basicamente se pode resumir no facto de ter chumbado e ter sido obrigada a caminha "sozinha" por algum tempo, tendo de fazer parte de um ano de má memória (caloiros de 2002).
Por fim veio o Paraíso, que coincide com o último ano de curso em que as 7 esferas celestiais, são na sua essência o fim do percurso e um novo estado de "consciência" em que vai ter de lidar com o fim do percurso académico.


Falando agora da heroína desta obra que é a "Vida de Inês" deixo algumas considerações:
* Se fosse uma personagem de BD acho que seria Peppermint Patty, pelos seus oposto similares incompreensível / distraída, mau feitio / generosidade, etc....
* sempre gostou de passar um bom bocado, quer seja a socializar num café, a socializar nas aulas, a socializar numas longas sessões de sueca, socializar no Rio Bar ou no TIPIX (Socializar é também sinónimo de paródia e Licor Beirão).
* Sempre teve uma pancada por História, gostando de algumas das cadeiras mais repetitivas do curso, História Universal, História de Portugal, História da Arte, História.... dá para perceber.
* Quando está de mau humor é difícil aturar, às vezes tinha de ralhar a sério com ela (mau humor matinal, mau humor "feminino", mau humor etílico, etc...)
* Tem uma ligeira pancada por seres ruminantes. Então roupa com VACAS e OVELHAS... Xiça penico
* Com uma presença "sossegada", tem uns pequeníssimos laivos de se rir ESTRONDOSAMENTE, e quando quer andar aos berros, não há quem não lhe resista ao "charme".
* Tem jeito para o bailarico, especialmente quando se ouvia em qualquer lado, o Quim Barreiros, ou .... " I see you baby ...."
* Se tirar o óculos só distingue se é atropelada por uma bicicleta ou um camião se ouvir a buzina, porque é um tudo nada pitosga. 
* Tecnologias, fora o magnetismo entre os seus telemóveis, dejectos humanos e assentos de porcelana reservatórios de água, sempre se desenrascou. Só é estranho ter perdido (acho eu) 2 telemóveis para a "companhia das águas"


Maria, Pronuncia-te. Aos outros ponham dúvidas que eu "apresento-a", tendo o cuidado (relativo) de não a deixar ficar mal vista.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O dono da tasca

O Ricardo é a única pessoa que aqui comenta que tem o (des)prazer de me conhecer ao vivo e a cores,de estudar comigo,de ir às aulas comigo,de jogar à sueca comigo,de se embebedar comigo,de dormir na minha cama mas não comigo.Mas adiante....
O Ricardo é o autor desta tasca que me parece que vai ser manhosa, a avaliar pelo gabarito do Gerente.
Sem nada pré-concebido ou combinado daqui vão sair com toda a certeza coelhos bem interessantes de uma cartola muito boa,não fosse o Ricardo nascido e criado no Entroncamento....ou seja a terra dos fenómenos só o é devido à sua existência.



Estão a pensar na relação que existe entre o que escrevi acima e o clip???
Pois não existe relação nehuma,mas apeteceu-me deixar aqui isto.....